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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

«Escaparate de Utilidades»
Lápis Viarco

O Século, 7 de Outubro de 1942

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

«Escaparate de Utilidades»
Estrela, cerveja a copo

Jornal "Diário de Lisboa", 10 de Setembro 1939

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Série alemã sobre a II Guerra Mundial na RTP 2

A partir de hoje e ao longo de seis noites a RTP 2 vai emitir uma série alemã de ficção que acompanha a vida de cinco jovens amigos alemães durante a II Guerra Mundial, um conjunto de episódios que, desde o lançamento em 2013, tem estado no centro de debates e polémicas na Alemanha, mas especialmente fora de fonteiras.


Em Portugal os episódios, produzidos pela ZDF, vão passar com o infeliz título “Os filhos da guerra”, quando o original era “As nossas mães, os nossos pais” (Unsere Mutter, Unsere Vater), uma chamada de atenção para a necessidade da Alemanha reflectir sobre a juventude de uma geração que está a desaparecer.


“As nossas mães, os nossos pais” serviu para trazer para o centro da discussão o tema da II Guerra Mundial, um assunto traumático e doloroso, mesmo para as gerações mais novas de alemães que nada tiveram a ver com o conflito. Numa altura em que a extrema-direita ganha força no país a série serviu para debater os temas do nazismo, da guerra, do holocausto e da culpa.

Na Rússia, nos EUA e na Polónia a produção foi recebida com muita polémica. Os Russos acusaram a ZDF de querer suavizar o tema do holocausto e alguma crítica americana comparou-a aos filmes realizados pela propaganda Nazi. Os mais críticos foram, no entanto, os polacos cujo exército de resistência é apresentado como sendo tão antissemita como os alemães entre outras particularidades. Ainda hoje correm processos de difamação em tribunal interpostos por antigos resistentes aos realizadores.

Consegui em 2013 acompanhar “As nossas mães, os nossos pais” quando foi apresentada a primeira vez na televisão alemã, e ao longo dos últimos anos também tive conhecimento do impacto que causou noutros países. Posso apenas dizer que se trata de um trabalho muito interessante, historicamente próximo da realidade e que por mais de uma vez me fez refletir sobre diversas questões relacionadas com a forma como o nazismo foi cultivado e apoiado pelos alemães.

Pode não querer perder as próximas noites quentes sentado frente à televisão ou ter outra série que o monopoliza, mas digo-lhe que – caso possa - vale a pena gravar os episódios para mais tarde assistir a uma série de qualidade…

Esta noite o primeiro episódio começa pela 22.15 horas, horário que se vai manter até sexta, com o último episódio a rodar daqui a oito dias.

Durante sete dias cada um dos episódios poderá também ser visto online no RTP Play.

Carlos Guerreiro

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A história do "Dago" na SIC

Na série de programas "Aqui há História" a Sic dedicou um deles ao afundamento do navio britânico "Dago" pelo Luftwaffe ao largo de Peniche durante a II Guerra Mundial...


O Pedro Lopes, que acompanha o blogue já me tinha chamado a atenção para a reportagem, mas só agora tive tempo para a colocar on-line... Aproveitem para a ver AQUI.

Recordo apenas que o trabalho desenvolvido por mergulhadores portugueses neste cargueiro já foi premiado lá fora, notícia que obviamente recebeu destaque neste blogue.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Dunquerque, salvo pelo combate aéreo

Christopher Nolan é magistral a filmar nos pequenos espaços. Uma dúzia de homens que esperam pela maré escondidos no porão de um barco de pesca, o pânico de quem tenta escapar do bojo de destroyer que se afunda, o cockpit de um Spitfire… O formato Imax torna aqueles espaços apertados simultaneamente grandes e próximos. Estamos lá dentro também…

As cenas gravadas no ar salvam Dunquerque... O resto sabe a pouco. 

O problema deste filme são os espaços grandes. A paisagem. A Dunquerque caótica descrita pelos 400 mil soldados que lá estiveram em Maio e Junho de 1940. No filme de Nolan não encontramos esse caos, essa confusão e à excepção dos bombardeamentos é difícil encontrar naquela praia uma guerra ou o desespero de uma retirada apressada frente ao avanço do inimigo.

Tudo está limpo, arrumado, organizado e sistematizado. As caixas de munições estão alinhadas. Os homens fazem filas certinhas e não aparecem esperar pela salvação mas pelo autocarro que passa à porta de casa para os levar para o escritório ou vice-versa… Os ataques alemães são aquela coisa chata que acontece e não se pode evitar, como a chuva ou o vento. Enfim, têm de estar ali, e pronto…

Mas há coisas nesta película que são interessantes… Na edição encontramos um caos saboroso que sentimos falta noutros pontos. Andamos constantemente para trás e para a frente, repisando os mesmos momentos com pontos de vista diferentes, num “déjà-vu” que não cansa e que acrescenta sempre uma nova acção ou uma nova personagem…

De resto as sequências funcionam como uma montanha russa, saltamos da calma para a confusão e da confusão para calma com a mesma rapidez.

Magníficas - mesmo magníficas - são as sequências de combate aéreo. Por essas vale a pena pagar o bilhete… O velho Spitfire que salvou a guerra na Batalha de Inglaterra tem um perfil que encaixa como uma luva no formarto Imax. Quando Nolan sobe ao céu somos também pilotos da RAF, perscrutamos o céu à procura do camarada ou do inimigo. Conseguimos sentir-nos solitários senhores do céu azul…

Nota positiva também para a banda sonora. Transmite a tensão que por vezes faltam às imagens.

Parece-me que ficámos à beira de ver um filme extraordinário, mas não chegou lá.

Antes de comprar o bilhete vale também a pena descobrir as razões que conduziram à situação de Dunquerque e como decorreu a "Operação Dínamo", uma das evacuações mais bem-sucedidas da história militar. Nolan é parco em explicações e centra-se quase em exclusivo nas experiências dos seus personagens…

Carlos Guerreiro