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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

«Escaparate de Utilidades»
Odalina Perfumada

Diário de Lisboa, 17 de Setembro de 1944

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Quebrar o "Silêncio das Memórias Recentes" nas Jornadas do Património


Portugal, apesar da sua neutralidade, perdeu onze navios durante a II Guerra Mundial com a morte de mais de 80 marinheiros.

Em Maio de 1944 quase se afundou mais outro, quando o Serpa Pinto foi abordado por um submarino alemão…

Temas para a conversa de logo durante a abertura das Jornadas Europeias do Património.

Encontro marcado no Museu Nacional de Arqueologia, no Mosteiro dos Jerónimos, às 18.30 horas...

Até já…
Carlos Guerreiro

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O Postalinho...
Caminhos de tráfego livre para a Alemanha


Postal de propaganda alemã com data indefinida.

A questão do comércio foi dominante na propaganda alemã ao longo do conflito, nomeadamente, a questão das imposições britânicas à circulação de mercadorias, que colocavam, por exemplo, dificuldades ao tráfego entre Lisboa e as suas colónias.

A posição da Alemanha no centro da Europa, com rotas comerciais que se estendiam a países ocupados, aliados e neutros transformavam o país num importante parceiro a ter em conta. Por alguma razão tanto a Espanha como Portugal também surgem como fornecedores de matérias-primas.

Segundo este postal o país fornecia terbentina, cortiça, resinosos e azeite. Curiosamente não há referências às conservas de peixe e, ainda mais importante, ao volfrâmio, um componente essencial para endurecer o aço, e que foi o mais importante produto de exportação de Portugal entre 1940 e 1944.

A Alemanha teve em Portugal o seu principal fornecedor durante grande parte do conflito, ao ponto dos aliados tornarem a sua exportação um tema central das negociações. Pressionado, Salazar acabaria por anunciar o fim da exploração e venda de volfrâmio, para todos os países beligerantes, no dia 5 de Junho de 1944. Um dia antes do desembarque na Normandia…

Carlos Guerreiro

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Jornadas do Património
Olhares sobre a II Guerra Mundial

“O Silêncio de memórias recentes” é o tema de uma conferência onde participo no dia 26 deste mês (sexta-feira), numa iniciativa que tem lugar no Museu Nacional de Arqueologia, a partir das 18.30 horas.

Poderia dizer que vamos falar navios e aviões que ficaram escondidos sob as nossas águas, mas a verdade é que vamos falar de muito mais que isso. Vamos falar de um património que ainda está vivo e que tem muitas histórias para revelar. Durante as próximas semanas irei trazer mais alguns pormenores sobre esta conferência.

Estas Jornadas do Património estendem-se até ao dia 28 e o Museu Nacional de Arqueologia tem outras iniciativas programadas que podem ser encontradas na nossa Agenda.

As Jornadas do Património são uma iniciativa que abarca diversas entidades por todo o país e noutros locais a II Guerra Mundial também é tema em destaque.

No Estoril, por exemplo, o Espaço Memória dos Exílios vai estar activo com duas iniciativas interessantes. No dia 27, sábado, apresenta-se um livro sobre a guerra civil de Espanha e os seus efeitos. Trata-se de “Guerra Civil de Espanha, intervenção e não intervenção Europeia” de Luís Soares Oliveira. A apresentação será conduzida por Leonardo Mathias.

No domingo é tempo de sair pelas ruas do Estoril, guiado por Margarida Magalhães Ramalho, uma historiadora com vários trabalhos publicados e que tem dedicado muito do seu tempo ao estudo dos dois conflitos mundiais e ao impacto que tiveram em Portugal.

A visita parte do Espaço Memória dos Exílios por volta das 10 horas da manhã e termina por das 13 horas. É obrigatória a inscrição que deve ser feita para o telefone 214 815 323, a partir das 10 horas do dia 22.

Vamos sair de casa...

Carlos Guerreiro

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Livros...
Dois Hotéis em Lisboa

A vida em Lisboa e na linha do Estoril, durante o ano de 1940, é tema para mais um livro, agora de ficção, saído das mãos de David Leavitt.

“Dois Hoteis em Lisboa” foi considerado um dos livros notáveis de 2013 pelos editores do “New York Times Book Review”, na categoria de ficção e poesia.

Leavitt é um autor consagrado, com vários romances e contos publicados, e vários estão traduzidos para português.

Fica a sinopse:

Dois casais de forasteiros travam conhecimento na lisboeta e cosmopolita pastelaria Suíça. Estamos no ano de 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, e Lisboa fervilha com milhares de refugiados, que esperam pelo visto e pela possibilidade de viagem para a América, com espiões e membros da nobreza europeia.

Pete e Julia Winters são expatriados americanos burgueses que viviam em Paris; Edward e Iris Freleng são americanos também, mas mais ricos, sofisticados e boémios. Por coincidência, estão todos hospedados no Hotel Francfort, mas acabam por descobrir que afinal há dois hotéis Francfort em Lisboa.

É neste ambiente de tensão e de total insegurança, sobretudo em relação a um qualquer tipo de futuro, que a ligação entre os dois homens se desenvolve e se transforma num envolvimento amoroso.

Um romance maravilhosamente escrito, com um forte pendor sexual e político, e em que a cidade de Lisboa e a linha do Estoril têm o estatuto de personagem.

Boas Leituras.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O Postalinho...
A Inglaterra sob domínio da aviação


Postal britânico de propaganda de 1940, possivelmente do período em que a Batalha de Inglaterra está no auge e qualquer dos lados está empenhado também numa guerra de números.

Quando a Luftwaffe (Arma Aérea Alemã) iniciou os ataques ao Reino Unido, em Julho de 1940, o objectivo era destruir a RAF (Real Força Aérea Britânica) e possibilitar às forças terrestres e à marinha alemãs uma travessia mais segura, de modo a concretizar a invasão das ilhas britânicas.

Foi a primeira grande batalha aérea da história. Ao longo de vários meses repetiram-se os ataques e bombardeamentos.

Em Outubro de 1940 era claro que a RAF não tinha sido eliminada dos céus britânicos, apesar dos alemães o terem assegurado publicamente. Os ataques continuaram durante mais algum tempo, mais raros e espaçados, e oficialmente, a batalha terminaria naquele mês. Hitler passaria a pensar na invasão da Rússia.

Esta seria, no entanto, a primeira grande derrota das forças alemãs, numa guerra que iria prolongar-se por mais cinco anos.

A vitória nos céus seria aproveitada ao máximo pela máquina de propaganda dos aliados.

Sabe-se hoje que os números de aviões destruídos foram largamente exagerados – e isso aconteceu de parte a parte -, mas aguentar toda força de um inimigo, até aí vitorioso e imparável, era bom demais para não ser utilizado…

Carlos Guerreiro